Eleições 2026 · 18 respostas sobre a imprensa

Os doze assuntos que mais renderam na eleição

Desde março, dois assuntos renderam mais que o dobro de qualquer outro na cobertura da eleição, e lado a lado: o tarifaço de Trump, com 4.316 matérias, e o caso Banco Master, com 4.270. Juntos, são um décimo das 85.921 matérias. Nas do tarifaço, o tom foi bem mais favorável a Lula do que no resto da cobertura; nas do Master, bem mais desfavorável a Flávio Bolsonaro.

Leonardo Fontes de Sales 20 min
18 respostas sobre a imprensa17 / 18
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das matérias da eleição trataram do tarifaço ou do Banco Master.Desde 25 de março, os dois ficaram lado a lado. O terceiro maior, as convenções partidárias, teve 2%.
tarifaço e Master · 10,0%todo o resto · 90,0%
Painel Eleições 2026 · SapiensLabs85.921 matérias da eleição · 25 mar a 30 set

Ontem, a peça 16 mediu quem tocou no clima, na inteligência artificial e na bioeconomia. Hoje a pergunta é mais ampla: que assuntos mais renderam cobertura desde março, em que semanas, com quem nas matérias e com que tom para Lula e para Flávio Bolsonaro.

Desde 25 de março, a imprensa publicou 85.921 matérias sobre a eleição. Dois assuntos renderam mais que qualquer outro, e lado a lado: o tarifaço de Trump e a crise com os Estados Unidos, com 4.316 matérias, e o caso Banco Master, com 4.270. Juntos, são 10,0% do total. O terceiro, as convenções que oficializaram as candidaturas, ficou com 1.689, menos da metade de cada um. Os doze maiores, no gráfico abaixo, somam 19.169 matérias, 22,3% do total.

Entre os dois primeiros, a diferença é de 46 matérias, pouco para dizer qual foi o maior. A classificação que separa um assunto do outro acertou 55 de 60 matérias numa conferência de setembro, e uma diferença desse tamanho cabe no erro dela. Por isso, lado a lado.

Antes de seguir, o que estamos contando. "Render", aqui, quer dizer ocupar espaço na cobertura, medido em matérias; não quer dizer importância, gravidade, verdade nem efeito no voto. Contamos 85.921 matérias de 2.038 veículos, de 25 de março a 30 de setembro, em que o painel verificou a presença de ao menos um dos treze candidatos ou de Pablo Marçal. Marçal teve a candidatura barrada pelo TSE e conta como candidato em todo o período, como na peça 11. Como Lula é presidente e candidato, a cobertura do governo entra na conta.

O assunto de cada matéria é o acontecimento principal dela, tirado de uma lista que o painel mantém e que só ganha um nome novo quando um fato provoca uma rajada de matérias. Cada matéria tem um acontecimento só; quando trata de dois, vale o do título. O tarifaço inclui a visita de Lula à Casa Branca e o G7. O Master, que é a liquidação do banco de Daniel Vorcaro e o que veio depois, inclui a CPI, a operação da PF contra Ciro Nogueira e os áudios de Flávio Bolsonaro a Vorcaro. Uma matéria sem acontecimento também tem fato; ele só não está na lista. Voltamos a elas no fim.

Três assuntos ficaram na cobertura; nove vieram em onda

O tarifaço e o Banco Master, lado a lado, renderam mais que o dobro de qualquer outro assunto

Matérias da eleição pelo acontecimento principal de cada uma, de 25 de março a 30 de setembro de 2026, e a fatia das matérias de cada semana que o assunto ocupou (a última semana tem só três dias). Os doze maiores entre os 147 acontecimentos da lista.

O tarifaço e o Banco Master, lado a lado, renderam mais que o dobro de qualquer outro assunto1. Tarifaço e crise com os EUA: 4.316 matérias, maior semana 29,3% (01/06); 2. Caso Banco Master: 4.270 matérias, maior semana 37,9% (11/05); 3. Convenções partidárias: 1.689 matérias, maior semana 17,9% (20/07); 4. Vídeo de Michelle contra Flávio: 1.548 matérias, maior semana 23,4% (22/06); 5. Indicação de Messias ao STF: 1.360 matérias, maior semana 28,8% (27/04); 6. Crise entre Moraes e Mendonça no STF: 1.273 matérias, maior semana 11,2% (14/09); 7. Fim da escala 6x1: 1.164 matérias, maior semana 7,3% (25/05); 8. Inquérito contra Lulinha: 799 matérias, maior semana 6,0% (17/08); 9. Primeiro debate, na Band: 724 matérias, maior semana 8,2% (17/08); 10. Registro das candidaturas no TSE: 702 matérias, maior semana 5,3% (03/08); 11. EUA classificam PCC e CV como terroristas: 676 matérias, maior semana 17,6% (25/05); 12. Marçal inelegível e fora da disputa: 648 matérias, maior semana 5,9% (17/08).acontecimentomatérias da eleiçãofatia de cada semanamaior semanacampanha1Tarifaço e crise com os EUA4.31629,3% · 01/062Caso Banco Master4.27037,9% · 11/053Convenções partidárias1.68917,9% · 20/074Vídeo de Michelle contra Flávio1.54823,4% · 22/065Indicação de Messias ao STF1.36028,8% · 27/046Crise entre Moraes e Mendonça no STF1.27311,2% · 14/097Fim da escala 6x11.1647,3% · 25/058Inquérito contra Lulinha7996,0% · 17/089Primeiro debate, na Band7248,2% · 17/0810Registro das candidaturas no TSE7025,3% · 03/0811EUA classificam PCC e CV como terroristas67617,6% · 25/0512Marçal inelegível e fora da disputa6485,9% · 17/08abrmaijunjulagosetcolunas de 0 a 40% das matérias de cada semana

os dois primeirosos outros dez

Painel Eleições 2026: 85.921 matérias de imprensa sobre a eleição com ao menos um dos 13 candidatos ou Pablo Marçal verificado, de 25 de março a 30 de setembro de 2026; um acontecimento por matéria, o principal, pela classificação de acontecimentos do painel. Fica de fora o que não entrou em nenhum acontecimento (56,4% das matérias). Método.

No gráfico, a barra da esquerda é o total de cada assunto, e as colunas da direita mostram quanto de cada semana ele ocupou. Três assuntos ficaram na cobertura semana após semana: tiveram 20 matérias ou mais em pelo menos metade das 28 semanas, sem juntar mais de 30% do próprio total numa semana só. O tarifaço teve 20 ou mais em 23 semanas, de abril a setembro; o Master, em 19, no mesmo período; o fim da escala 6x1, em 16, de março ao fim de agosto. O Master chegou perto do limite: a semana de 11 de maio reuniu 29,8% de todas as matérias do caso. O 6x1 ficou, mas sempre pequeno: a semana em que mais ocupou a cobertura foi a de 25 de maio, a da aprovação na Câmara, e mesmo nela não passou de 7,3% das matérias.

Os outros nove vieram em onda: tiveram 20 matérias ou mais em apenas duas a nove semanas. A indicação de Jorge Messias ao STF concentrou 63,8% das 1.360 matérias do assunto numa semana só, a da rejeição pelo Senado, em 29 de abril. A designação do PCC e do CV como terroristas pelos Estados Unidos concentrou 67,5% das 676 matérias na semana do anúncio, feito em 28 de maio.

Os assuntos que surgiram do fim de julho em diante não tiveram tempo de ficar: até 30 de setembro, não restavam as 14 semanas, metade das 28, que a regra pede. Dois deles ainda tinham 20 matérias ou mais na última semana completa, a de 21 de setembro: a crise entre Moraes e Mendonça no STF e o inquérito da PF contra Lulinha (799 matérias). A inelegibilidade de Marçal, não.

No fim da lista, a ordem é frágil: do 9º ao 14º lugar, os totais vão de 724 a 613 matérias, e ali não dá para cravar posição. A inelegibilidade de Pablo Marçal está em 12º, com 648 matérias. Somado o capítulo de setembro, que a classificação contou à parte (o TSE nega o registro e o PRTB troca Marçal por Leonardo Avalanche), o assunto chega a 830. O 12º lugar também depende de Marçal estar na conta: sem as 775 matérias em que ele é o único candidato citado, ficaria com as sabatinas da Globo, com 619.

Na campanha, nenhum assunto ocupou uma semana como o Master ocupou a de 11 de maio

Na pré-campanha, em seis semanas um assunto passou de 20% das matérias da eleição. O pico foi do Master, na semana de 11 a 17 de maio, a dos áudios de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, divulgados a partir do dia 13: 1.273 das 3.357 matérias da semana, ou 37,9%. O tarifaço, a indicação de Messias e os vídeos de Michelle Bolsonaro também tiveram semanas acima de 20%; a maior semana de cada assunto está escrita nas colunas do gráfico. Os cinco maiores assuntos da pré-campanha são os mesmos do ranking geral.

Na campanha oficial, de 16 de agosto em diante, nenhum assunto chegou perto disso. O que mais ocupou uma semana foram as sabatinas da Globo: 573 das 4.514 matérias da semana de 24 de agosto, ou 12,7%. Somada a campanha inteira, o maior assunto foi a crise entre Moraes e Mendonça no STF, à frente do Master e do debate da Band.

A crise no STF nasceu de mensagens de Vorcaro que envolviam Moraes, e por esse caminho o Master também atravessou a campanha. A classificação trata os dois como fatos diferentes, e não os somamos. Aqui a crise entra só pelo tamanho: ela é o tema de uma edição extra, em 3 de outubro.

Quem está nas matérias de cada assunto

Em quatro dos doze assuntos, a maioria das matérias tem Lula e não tem Flávio; em dois, o contrário

Quem está nas matérias de cada assunto: Lula sem Flávio, os dois, Flávio sem Lula ou nenhum dos dois (só outros candidatos). A primeira linha é a eleição inteira; a linha tracejada marca a metade.

Em quatro dos doze assuntos, a maioria das matérias tem Lula e não tem Flávio; em dois, o contrárioToda a eleição: Lula sem Flávio 41,0%, os dois 17,9%, Flávio sem Lula 23,0%, nenhum dos dois 18,1%, em 85.921 matérias; Indicação de Messias ao STF: Lula sem Flávio 87,5%, os dois 7,9%, Flávio sem Lula 4,3%, nenhum dos dois 0,3%, em 1.360 matérias; Inquérito contra Lulinha: Lula sem Flávio 85,0%, os dois 10,1%, Flávio sem Lula 4,4%, nenhum dos dois 0,5%, em 799 matérias; Fim da escala 6x1: Lula sem Flávio 82,3%, os dois 5,8%, Flávio sem Lula 7,8%, nenhum dos dois 4,0%, em 1.164 matérias; Tarifaço e crise com os EUA: Lula sem Flávio 70,1%, os dois 15,0%, Flávio sem Lula 14,0%, nenhum dos dois 0,9%, em 4.316 matérias; Crise entre Moraes e Mendonça no STF: Lula sem Flávio 44,9%, os dois 15,3%, Flávio sem Lula 24,4%, nenhum dos dois 15,3%, em 1.273 matérias; EUA classificam PCC e CV como terroristas: Lula sem Flávio 44,2%, os dois 23,5%, Flávio sem Lula 29,4%, nenhum dos dois 2,8%, em 676 matérias; Primeiro debate, na Band: Lula sem Flávio 32,3%, os dois 31,8%, Flávio sem Lula 1,2%, nenhum dos dois 34,7%, em 724 matérias; Vídeo de Michelle contra Flávio: Lula sem Flávio 1,0%, os dois 3,6%, Flávio sem Lula 95,1%, nenhum dos dois 0,3%, em 1.548 matérias; Caso Banco Master: Lula sem Flávio 19,7%, os dois 11,0%, Flávio sem Lula 66,2%, nenhum dos dois 3,1%, em 4.270 matérias; Marçal inelegível e fora da disputa: Lula sem Flávio 2,0%, os dois 1,2%, Flávio sem Lula 2,6%, nenhum dos dois 94,1%, em 648 matérias; Registro das candidaturas no TSE: Lula sem Flávio 23,6%, os dois 11,5%, Flávio sem Lula 2,6%, nenhum dos dois 62,3%, em 702 matérias; Convenções partidárias: Lula sem Flávio 7,6%, os dois 7,7%, Flávio sem Lula 22,9%, nenhum dos dois 61,8%, em 1.689 matérias.matérias0%25%50%75%100%Toda a eleição41,0%17,9%23,0%18,1%85.921A maioria tem Lula e não tem FlávioIndicação de Messias ao STF87,5%7,9%1.360Inquérito contra Lulinha85,0%10,1%799Fim da escala 6x182,3%7,8%1.164Tarifaço e crise com os EUA70,1%15,0%14,0%4.316Nenhum grupo chega à metadeCrise entre Moraes e Mendonça no STF44,9%15,3%24,4%15,3%1.273EUA classificam PCC e CV como terroristas44,2%23,5%29,4%676Primeiro debate, na Band32,3%31,8%34,7%724A maioria tem Flávio e não tem LulaVídeo de Michelle contra Flávio95,1%1.548Caso Banco Master19,7%11,0%66,2%4.270A maioria não tem nenhum dos doisMarçal inelegível e fora da disputa94,1%648Registro das candidaturas no TSE23,6%11,5%62,3%702Convenções partidárias7,6%7,7%22,9%61,8%1.689

Lula sem Flávioos doisFlávio sem Lulanenhum dos dois

Painel Eleições 2026: 85.921 matérias de imprensa sobre a eleição com ao menos um dos 13 candidatos ou Pablo Marçal verificado, de 25 de março a 30 de setembro de 2026; um acontecimento por matéria, o principal, pela classificação de acontecimentos do painel; um candidato está na matéria quando o par dele foi verificado. Método.

O segundo gráfico divide as matérias de cada assunto em quatro grupos: as que citam Lula e não Flávio Bolsonaro, as que citam os dois, as que citam Flávio e não Lula, e as que não citam nenhum dos dois. Ele mostra quem a cobertura cita, não quem provocou o fato. A primeira linha é a referência, a eleição inteira: Lula está em 58,9% de todas as matérias e, em 41,0% do total, aparece sem Flávio. Por isso, para Lula, estar em mais da metade das matérias de um assunto diz pouco.

Em quatro dos doze, a maioria das matérias cita Lula e não cita Flávio: o tarifaço, a indicação de Messias, o fim da escala 6x1 e o inquérito contra Lulinha. Em dois, é o contrário: no Master, dois terços das matérias citam Flávio sem Lula; nos vídeos de Michelle, quase todas. Em três, nenhum grupo chega à metade: a crise do STF, o debate da Band e a designação do PCC e do CV. Nos outros três, a maioria das matérias não cita nenhum dos dois: as convenções e o registro no TSE, que são ritos da eleição, e a inelegibilidade de Marçal. Quando dizemos que um assunto é "de Lula" ou "de Flávio", é só nesse sentido. O tarifaço é de Lula porque a cobertura é a do governo dele; o Master é de Flávio porque a maior parte das matérias o cita.

Os outros candidatos quase não têm assunto grande. Entre os doze, só um tem outro candidato em mais da metade das matérias: a inelegibilidade de Marçal, em que ele aparece em 98,3% delas. O seguinte, já fora da lista, é a pré-candidatura de Ronaldo Caiado (613 matérias). Nos doze, os demais candidatos aparecem pelos ritos da eleição. No debate da Band, Renan Santos está em 35,6% das matérias, e Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema, em mais de um quinto cada. No registro no TSE, Hertz Dias aparece em 19,8%, contra 1,5% na eleição inteira.

O tom de cada assunto para Lula e para Flávio

Entre os doze, o caso Master foi o assunto de saldo mais negativo para Flávio (−64,1); o inquérito contra Lulinha, para Lula (−53,0)

Saldo de tom de cada um (fatia de matérias positivas menos a de negativas, em pontos) nas matérias do assunto e em todas as outras matérias da eleição. Assuntos dos doze com 100 matérias ou mais do candidato; à direita, quantas.

Entre os doze, o caso Master foi o assunto de saldo mais negativo para Flávio (−64,1); o inquérito contra Lulinha, para Lula (−53,0)Saldo de tom em pontos. Lula, Fim da escala 6x1: +21,6 nas matérias do assunto (1.026), +1,0 sem ele; Lula, Tarifaço e crise com os EUA: +17,8 nas matérias do assunto (3.671), +0,1 sem ele; Lula, Registro das candidaturas no TSE: +14,1 nas matérias do assunto (247), +1,3 sem ele; Lula, Crise entre Moraes e Mendonça no STF: −0,1 nas matérias do assunto (767), +1,4 sem ele; Lula, Convenções partidárias: −2,7 nas matérias do assunto (259), +1,4 sem ele; Lula, Caso Banco Master: −3,9 nas matérias do assunto (1.312), +1,6 sem ele; Lula, EUA classificam PCC e CV como terroristas: −10,5 nas matérias do assunto (458), +1,5 sem ele; Lula, Primeiro debate, na Band: −28,0 nas matérias do assunto (464), +1,6 sem ele; Lula, Indicação de Messias ao STF: −36,8 nas matérias do assunto (1.298), +2,4 sem ele; Lula, Inquérito contra Lulinha: −53,0 nas matérias do assunto (760), +2,3 sem ele; Flávio Bolsonaro, Indicação de Messias ao STF: +28,4 nas matérias do assunto (166), −12,4 sem ele; Flávio Bolsonaro, Crise entre Moraes e Mendonça no STF: +12,1 nas matérias do assunto (506), −12,6 sem ele; Flávio Bolsonaro, Convenções partidárias: +12,0 nas matérias do assunto (517), −12,6 sem ele; Flávio Bolsonaro, EUA classificam PCC e CV como terroristas: +8,1 nas matérias do assunto (358), −12,4 sem ele; Flávio Bolsonaro, Inquérito contra Lulinha: +7,7 nas matérias do assunto (116), −12,3 sem ele; Flávio Bolsonaro, Fim da escala 6x1: −13,2 nas matérias do assunto (159), −12,2 sem ele; Flávio Bolsonaro, Tarifaço e crise com os EUA: −13,4 nas matérias do assunto (1.250), −12,2 sem ele; Flávio Bolsonaro, Primeiro debate, na Band: −18,4 nas matérias do assunto (239), −12,1 sem ele; Flávio Bolsonaro, Vídeo de Michelle contra Flávio: −29,7 nas matérias do assunto (1.528), −11,4 sem ele; Flávio Bolsonaro, Caso Banco Master: −64,1 nas matérias do assunto (3.297), −6,8 sem ele.matérias−70−60−50−40−30−20−100+10+20+30+40LulaFim da escala 6x1+21,6+1,01.026Tarifaço e crise com os EUA+17,8+0,13.671Registro das candidaturas no TSE+14,1+1,3247Crise entre Moraes e Mendonça no STF−0,1 · +1,4767Convenções partidárias−2,7 · +1,4259Caso Banco Master−3,9 · +1,61.312EUA classificam PCC e CV como terroristas+1,5−10,5458Primeiro debate, na Band+1,6−28,0464Indicação de Messias ao STF+2,4−36,81.298Inquérito contra Lulinha+2,3−53,0760Flávio BolsonaroIndicação de Messias ao STF+28,4−12,4166Crise entre Moraes e Mendonça no STF+12,1−12,6506Convenções partidárias+12,0−12,6517EUA classificam PCC e CV como terroristas+8,1−12,4358Inquérito contra Lulinha+7,7−12,3116Fim da escala 6x1−13,2 · −12,2159Tarifaço e crise com os EUA−13,4 · −12,21.250Primeiro debate, na Band−18,4 · −12,1239Vídeo de Michelle contra Flávio−11,4−29,71.528Caso Banco Master−64,1 · −6,83.297

nas matérias do assuntoem todas as outrastarifaço e Master

Painel Eleições 2026: 85.921 matérias de imprensa sobre a eleição com ao menos um dos 13 candidatos ou Pablo Marçal verificado, de 25 de março a 30 de setembro de 2026; um acontecimento por matéria, o principal, pela classificação de acontecimentos do painel; tom pela régua do painel (positivo é espaço sem contraponto, não elogio). Sentimento · Método.

O terceiro gráfico compara o tom. O saldo de um candidato é a fatia de matérias positivas para ele menos a de negativas, em pontos. "Positivo" quer dizer espaço sem contraponto, como o declaratório de quem fala e é ouvido, e não elogio; "negativo" é a matéria desfavorável ao candidato, com ou sem crítica da imprensa (verbete sentimento).

Nas 3.671 matérias do tarifaço que citam Lula, o saldo dele foi de +17,8 pontos. É o tarifaço que puxa o saldo de Lula para cima: na eleição inteira, ele é de +1,4; sem o tarifaço, cairia para +0,1, praticamente zero. A peça 15 mostrou o motivo na campanha, quando o painel já mede quem fala nas matérias: a imprensa pôs Lula para falar sobre os Estados Unidos, e a fala sem contraponto conta como positiva. Mas quase todo o tarifaço é da pré-campanha (4.035 das 4.316 matérias), quando o painel ainda não media isso.

Entre os doze, o saldo mais alto de Lula foi o do fim da escala 6x1 (+21,6 pontos), e os mais negativos, o do inquérito da PF contra Lulinha (−53,0) e o da indicação de Messias, rejeitada pelo Senado (−36,8).

Para Flávio Bolsonaro, o assunto de saldo mais negativo entre os doze foi o Master. Das 3.297 matérias do caso que o citam, 72,7% foram negativas e 8,6% positivas: saldo de −64,1 pontos. Sem o Master, o saldo de Flávio na eleição seria de −6,8, e não de −12,2. Nas matérias sobre os vídeos em que Michelle Bolsonaro criticou Flávio, em junho, o saldo dele ficou em −29,7.

O saldo de Flávio foi positivo na indicação de Messias e na crise do STF, em que ele aparece como crítico, e nas convenções; com saldo menor, também no PCC e no CV e no inquérito contra Lulinha. O gráfico traz o saldo de cada um e quantas matérias citam o candidato em cada assunto.

Mais da metade das matérias ficou fora de qualquer acontecimento

Das 85.921 matérias, 48.467 (56,4%) não entraram em nenhum acontecimento da lista. Na campanha, essa fatia subiu: era de 52,7% na pré-campanha e foi a 63,7%. Uma em cada cinco dessas matérias (21,2%) tem pesquisa no título; entre as que têm acontecimento, só 2,2% na pré-campanha e 0,8% na campanha.

Para saber o que são, sorteamos 60 matérias da campanha sem acontecimento e lemos uma a uma. Das 60, 56 não eram de nenhum acontecimento da lista: 18 de agenda e campanha, 14 de pesquisa, 10 de fatos que não chegaram a provocar rajada, 7 de declarações ou entrevistas (entre elas sabatinas da CBN e do SBT, não as da Globo), 4 análises e 3 propostas. Só uma, na fronteira, era de um dos doze: a análise do Valor de 7 de setembro que lê uma pesquisa Quaest à luz da crise do STF. As outras três eram de outros acontecimentos da lista, como Lula embarcando para a ONU (Valor, 16/09).

Entre os fatos sem rajada estão Lula e Janja recebendo Leonardo DiCaprio no Planalto (InfoMoney, 02/09) e o TSE mandando suspender um jingle da campanha de Lula que citava o caso Master (CBN, 27/09). No caso do jingle, o fato é a suspensão, não o Master. Outro, Lula confirmando à Globo que não iria ao debate de 1º de outubro (Folha, 30/09), é do último dia do período e ainda pode virar rajada.

A leitura mostra que a fatia maior de matérias sem acontecimento na campanha não quer dizer que os doze escaparam da classificação: o que fica de fora é sobretudo agenda, campanha e pesquisa.

O que isto não diz

Não diz qual assunto foi o mais importante ou o mais grave, nem o que era verdadeiro, nem se algum deles mudou voto. Diz quanto cada acontecimento ocupou a cobertura da eleição desde março, em que semanas, com quem nas matérias e com que tom. Cobertura não é voto.

Amanhã

Amanhã, a peça 18 fecha a série: "O que a imprensa decidiu antes do eleitor".

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Como este texto foi feito

Esta é a décima sétima resposta de 18 respostas sobre a imprensa, uma série diária do painel Eleições 2026. Os números vêm do banco do painel, na janela de 25 de março a 30 de setembro de 2026, e todos foram conferidos antes da escrita. O acontecimento principal de cada matéria vem da classificação de acontecimentos do painel (modelos DeepSeek), que acertou 55 de 60 matérias lidas uma a uma em setembro; o tom de cada candidato vem do classificador de tom do painel. Pablo Marçal, que teve a candidatura registrada e barrada pelo TSE, conta como candidato. Sessenta matérias da campanha que não entraram em nenhum acontecimento, sorteadas, foram lidas uma a uma na sessão, para dizer o que elas são. O texto é escrito por Claude Fable 5.1 e revisto por Claude Opus 5.5 (Anthropic) em sessão, com apuração, critérios e revisão humanos, e publicado por Leonardo Fontes de Sales. Como cada peça nasce, o que os números medem e não medem e o glossário dos termos da casa estão em Como a série é feita. Licença CC BY 4.0.