Eleições 2026 · 18 respostas sobre a imprensa

Quem a imprensa escolhe para explicar

Em 95,5% das matérias sobre a eleição, ninguém é citado para explicá-la. Quando alguém é, o nome mais chamado é o de quem faz pesquisa: Felipe Nunes, da Quaest, tem 109 citações, quase o triplo do segundo, e é o mais citado em cinco das sete semanas. Só ele e Marcelo Tokarski, da Nexus, são chamados três vezes ou mais tanto por veículos de esquerda quanto de direita. E, nas matérias com analista, o candidato fala menos.

Leonardo Fontes de Sales 23 min
18 respostas sobre a imprensa12 / 18
96%
das matérias sobre a eleição não citam ninguém para explicá-la.Quando alguém explica, o nome mais chamado é o de quem mede: Felipe Nunes, da Quaest, o mais citado em cinco das sete semanas.
sem analista nomeado · 95,5%com analista · 4,5%
Painel Eleições 2026 · SapiensLabs28.454 matérias · 740 analistas · 10 ago a 25 set

Ontem, a peça 11 contou quem aparece na eleição sem ser candidato e deixou dois papéis fora da rede: quem conta a história e quem a explica. Hoje a pergunta é sobre o segundo: quem a imprensa chama para explicar a eleição, de que casas, e quantos nomes concentram a explicação.

A resposta curta é quase ninguém; e, quando alguém, o nome que mais se repete é o de quem faz pesquisa. Em 1.280 das 28.454 matérias de imprensa publicadas desde 10 de agosto há alguém citado no papel de analista, o cientista político, o economista, o professor ou o pesquisador que a matéria ouve para explicar o que acontece. Nas outras 27.174, 95,5%, não há ninguém nesse papel. Só uma matéria em cada 22 tem analista. Quando há, os nomes são muitos e dois em cada três aparecem uma vez só: 740 pessoas, 479 delas citadas em uma única matéria. Os dez mais citados ficam com 17,5% das citações. E o primeiro está muito acima dos outros: Felipe Nunes, diretor da Quaest, é citado em 109 matérias, 6,3% de todas as citações de analistas, quase o triplo do segundo colocado, Marcelo Tokarski, da Nexus, com 39. Nunes é o nome mais citado em cinco das sete semanas da janela.

Primeiro, a régua. A passada de entidades, a mesma da peça 11, lê o corpo de cada matéria e devolve as pessoas citadas pelo nome, com o papel que cada uma exerce naquela matéria, entre 18 papéis e um "outro". Um deles é "analista": quem a matéria ouve para explicar, com a instituição no detalhe. O papel vale por matéria, não por pessoa: Fernando Schüler, do Insper, é analista em 11 matérias e jornalista citado em 7, e aqui só as 11 contam. A janela vai de 10 de agosto a 25 de setembro: 28.454 matérias de imprensa, 97% das publicadas no período. Saíram 1.719 citações de analista, depois de uma correção declarada: a passada também chamou de analista o economista que um candidato cita como possível ministro ("Cury diz conversar com Mansueto Almeida e Marcos Lisboa sobre eventual governo"), e as 39 citações de Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Armínio Fraga, quase todas assim, saíram da conta. A casa de cada um é a que a matéria escreveu, normalizada ("Fundação Getúlio Vargas", "FGV EAESP" e "FGV Ibre" viram FGV), e não completamos com o que sabemos. Em 61,5% das citações a matéria dá uma casa que reconhecemos; em 21,7% dá só a profissão, "cientista político", sem casa; em 8,7% não dá nem isso; em 8,1% dá uma casa que a nossa tabela não reconhece.

Dois avisos sobre o tamanho do silêncio. A passada devolve até 12 pessoas por matéria, e numa matéria-lista o analista pode ficar de fora: nas 3.463 matérias que batem no teto, 3,1% têm analista; nas outras, 4,7%. E há 65 matérias sem analista em que alguém apresentado como "cientista político", "economista" ou nome de instituto recebeu outro papel; contando todas como analista, a fatia iria a 4,7%, e, somado o teto de 12 nomes, a perto de 5%. Os 4,5% são piso. O colunista citado pelo nome tem papel próprio, "jornalista", e quase não entra nesta conta: aparece em 9,7% das matérias, e os dois nomes mais citados nesse papel, Renata Vasconcellos e César Tralli, são os das entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos. Quase, porque 41 citações de comentaristas de TV receberam o papel de analista, 31 delas de comentaristas da CNN Brasil.

O nome mais chamado é o de quem mede

A lista dos mais citados tem duas partes. No topo, quem faz pesquisa de opinião. Nunes, com 109, Guilherme Russo, com 13, e um terceiro nome, com 2, dão à Quaest 124 citações com três nomes. A FGV, com 32 nomes, tem 108; a USP, com 23, tem 49; a UFRJ, com 7, tem 46. A Nexus tem 48 com três nomes; o Ideia, 27 com dois; a Tendências Consultoria, 23 com um só, Rafael Cortez; o Locomotiva, 20 com Renato Meirelles. Vistas por tipo de casa, as universidades e centros acadêmicos nomeados na matéria têm 30,6% das citações e 212 pessoas, 2,5 citações por pessoa; os institutos de pesquisa têm 18,4% das citações e 32 pessoas, quase 10 por pessoa. A universidade põe muita gente uma vez; o instituto põe pouca gente muitas vezes. Depois vêm os advogados (9,8%), o "cientista político" ou "professor" que a matéria apresenta sem casa (9,0%), os economistas e bancos (8,0%) e as consultorias (6,3%). Entre os 21 nomes com 11 citações ou mais, oito são de institutos de pesquisa. Sem os institutos, o topo desconcentra: os dez mais citados ficariam com 11,8% das citações, não 17,5%.

O nome mais chamado para explicar a eleição é o de quem a mede: Felipe Nunes, da Quaest, é citado 109 vezes, quase o triplo do segundo, e 8 dos 21 nomes com 11 citações ou mais são de institutos de pesquisa

Os 21 analistas com 11 citações ou mais no corpo das matérias de imprensa sobre a eleição, 10 de agosto a 25 de setembro de 2026, com a casa que a matéria dá a cada um. 1.719 citações de 740 pessoas em 1.280 matérias (4,5% das lidas).

O nome mais chamado para explicar a eleição é o de quem a mede: Felipe Nunes, da Quaest, é citado 109 vezes, quase o triplo do segundo, e 8 dos 21 nomes com 11 citações ou mais são de institutos de pesquisaFelipe Nunes (Quaest): 109 citações; Marcelo Tokarski (Nexus): 39 citações; Fernando Neisser (FGV): 23 citações; Rafael Cortez (Tendências): 23 citações; Elias Tavares (cientista político): 21 citações; Renato Meirelles (Locomotiva): 20 citações; Mayra Goulart (UFRJ): 19 citações; Cila Schulman (Ideia): 16 citações; Leonardo Barreto (Think Policy): 16 citações; Alberto Rollo (advogado eleitoral): 14 citações; Jairo Nicolau (FGV): 14 citações; Guilherme Russo (Quaest): 13 citações; Marco Antônio Teixeira (FGV): 13 citações; Pablo Ortellado (USP): 12 citações; Yuri Sanches (AtlasIntel): 12 citações; Antonio Lavareda (cientista político): 11 citações; Beto Vasques (FESPSP): 11 citações; Carlos Melo (Insper): 11 citações; Fernando Schüler (Insper): 11 citações; Maurício Moura (Ideia): 11 citações; Murilo Hidalgo (Paraná Pesquisas): 11 citações.matérias em que a pessoa é citada como analista0255075100125Felipe Nunes109 · QuaestMarcelo Tokarski39 · NexusFernando Neisser23 · FGVRafael Cortez23 · TendênciasElias Tavares21 · cientista políticoRenato Meirelles20 · LocomotivaMayra Goulart19 · UFRJCila Schulman16 · IdeiaLeonardo Barreto16 · Think PolicyAlberto Rollo14 · advogado eleitoralJairo Nicolau14 · FGVGuilherme Russo13 · QuaestMarco Antônio Teixeira13 · FGVPablo Ortellado12 · USPYuri Sanches12 · AtlasIntelAntonio Lavareda11 · cientista políticoBeto Vasques11 · FESPSPCarlos Melo11 · InsperFernando Schüler11 · InsperMaurício Moura11 · IdeiaMurilo Hidalgo11 · Paraná Pesquisas

instituto de pesquisauniversidade ou centro acadêmico nomeado na matériaeconomista, advogado, consultoria, mídia ou sem casa na matéria

Fonte: painel Eleições 2026, 28.454 matérias de imprensa com o corpo lido pela passada de entidades, 10 de agosto a 25 de setembro de 2026, lidas em 26/09/2026. Analista = quem a matéria ouve para explicar (cientista político, economista, professor, pesquisador, dirigente de instituto), como a passada rotula em cada matéria; a casa é a que a matéria dá. Método.

Nunes é o analista mais citado nas matérias de 12 dos 13 candidatos: 105 das 1.067 matérias de Lula com analista o citam, 98 das 921 de Flávio Bolsonaro, 60 das 305 de Augusto Cury, 58 das 354 de Renan Santos. A exceção é Leonardo Avalanche, cujo analista mais citado é Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV, porque a troca de Marçal por Avalanche na chapa do PRTB é assunto de advogado. Três veículos do grupo Globo concentram 61 das 109 citações de Nunes: o g1 (36 das 74 matérias do site com analista), O Globo (16 de 56) e o Valor (9 de 56). E o dia de pico dele, 2 de setembro, com 22 citações, é dia de pesquisa Quaest: 34 das 59 matérias com analista daquele dia têm "pesquisa" ou "Quaest" no título.

Abaixo do topo, a lista se abre. Tokarski, da Nexus, aparece na Exame, na Veja e na CNN. Neisser é chamado para explicar a inelegibilidade de Marçal (8 das 23 citações dele) e a suspensão da campanha de Renan (5). Cortez, da Tendências, explica o debate da Band (9 das 23) e é o mais citado da BBC Brasil. Elias Tavares, quinto da lista com 21, é o caso da régua: em 12 das 21 citações a matéria o chama de "cientista político" e não diz de onde; em outras 8, nem isso. Nove das 21 são na Veja. Depois vêm Meirelles (Locomotiva, 20), Mayra Goulart (UFRJ, 19), Cila Schulman (Ideia, 16), Leonardo Barreto (Think Policy, 16), o advogado eleitoral Alberto Rollo (14) e Jairo Nicolau (FGV, 14).

O intérprete de plantão

O intérprete muda pouco de semana para semana. Nunes é o mais citado em cinco das sete: 16 citações na primeira, 32 na de 31 de agosto a 6 de setembro, o pico dele, 22 delas só no dia 2 de setembro, o dia com mais citações de analista da janela (76). As duas semanas em que outro lidera são as de acontecimento jurídico e de debate. De 17 a 23 de agosto, com o registro da candidatura de Marçal, já inelegível até 2032, os mais citados são dois advogados eleitorais, Alberto Rollo (10) e Horacio Neiva (8). De 24 a 30 de agosto, com o debate da Band, Rafael Cortez (9) e Arilton Freres, do Indexa (8).

O intérprete de plantão: Felipe Nunes é o mais citado em cinco das sete semanas; na semana do registro da candidatura de Marçal, já inelegível, a imprensa chamou advogados eleitorais; na do debate da Band, a Tendências

Citações por semana dos 12 analistas mais citados, 10 de agosto a 25 de setembro de 2026 (a última semana tem cinco dias). Sob cada semana, a fatia de todas as matérias da semana que nomeiam algum analista.

O intérprete de plantão: Felipe Nunes é o mais citado em cinco das sete semanas; na semana do registro da candidatura de Marçal, já inelegível, a imprensa chamou advogados eleitorais; na do debate da Band, a TendênciasFelipe Nunes (Quaest): 10 a 16/08 16, 17 a 23/08 2, 24 a 30/08 6, 31/08 a 06/09 32, 07 a 13/09 15, 14 a 20/09 22, 21 a 25/09 16, total 109; Marcelo Tokarski (Nexus): 10 a 16/08 2, 17 a 23/08 5, 24 a 30/08 1, 31/08 a 06/09 12, 07 a 13/09 6, 14 a 20/09 6, 21 a 25/09 7, total 39; Fernando Neisser (FGV): 10 a 16/08 8, 17 a 23/08 4, 24 a 30/08 2, 31/08 a 06/09 5, 07 a 13/09 0, 14 a 20/09 3, 21 a 25/09 1, total 23; Rafael Cortez (Tendências): 10 a 16/08 0, 17 a 23/08 2, 24 a 30/08 9, 31/08 a 06/09 3, 07 a 13/09 0, 14 a 20/09 7, 21 a 25/09 2, total 23; Elias Tavares (cientista político): 10 a 16/08 0, 17 a 23/08 2, 24 a 30/08 5, 31/08 a 06/09 3, 07 a 13/09 6, 14 a 20/09 4, 21 a 25/09 1, total 21; Renato Meirelles (Locomotiva): 10 a 16/08 6, 17 a 23/08 3, 24 a 30/08 1, 31/08 a 06/09 3, 07 a 13/09 4, 14 a 20/09 2, 21 a 25/09 1, total 20; Mayra Goulart (UFRJ): 10 a 16/08 2, 17 a 23/08 2, 24 a 30/08 7, 31/08 a 06/09 2, 07 a 13/09 2, 14 a 20/09 3, 21 a 25/09 1, total 19; Cila Schulman (Ideia): 10 a 16/08 1, 17 a 23/08 7, 24 a 30/08 0, 31/08 a 06/09 0, 07 a 13/09 4, 14 a 20/09 4, 21 a 25/09 0, total 16; Leonardo Barreto (Think Policy): 10 a 16/08 3, 17 a 23/08 4, 24 a 30/08 1, 31/08 a 06/09 2, 07 a 13/09 2, 14 a 20/09 1, 21 a 25/09 3, total 16; Alberto Rollo (advogado eleitoral): 10 a 16/08 3, 17 a 23/08 10, 24 a 30/08 0, 31/08 a 06/09 1, 07 a 13/09 0, 14 a 20/09 0, 21 a 25/09 0, total 14; Jairo Nicolau (FGV): 10 a 16/08 1, 17 a 23/08 1, 24 a 30/08 4, 31/08 a 06/09 2, 07 a 13/09 0, 14 a 20/09 2, 21 a 25/09 4, total 14; Guilherme Russo (Quaest): 10 a 16/08 0, 17 a 23/08 0, 24 a 30/08 0, 31/08 a 06/09 3, 07 a 13/09 1, 14 a 20/09 2, 21 a 25/09 7, total 13.10 a 16/084,8%17 a 23/084,4%24 a 30/084,1%31/08 a 06/095,1%07 a 13/093,4%14 a 20/094,8%21 a 25/094,8%totalFelipe Nunes Quaest162632152216109Marcelo Tokarski Nexus2511266739Fernando Neisser FGV84253123Rafael Cortez Tendências2937223Elias Tavares cientista político25364121Renato Meirelles Locomotiva631342120Mayra Goulart UFRJ227223119Cila Schulman Ideia174416Leonardo Barreto Think Policy341221316Alberto Rollo advogado eleitoral310114Jairo Nicolau FGV11422414Guilherme Russo Quaest312713

citações na semana:01 a 23 a 56 a 1011 a 2021 ou maiso mais citado da semana

Fonte: painel Eleições 2026, 28.454 matérias de imprensa com o corpo lido pela passada de entidades, 10 de agosto a 25 de setembro de 2026, lidas em 26/09/2026. Analista = quem a matéria ouve para explicar (cientista político, economista, professor, pesquisador, dirigente de instituto), como a passada rotula em cada matéria; a casa é a que a matéria dá. Método.

A semana de 7 a 13 de setembro, a do 7 de Setembro, da crise no STF e do caso Master, é a de menos explicação: 3,4% das matérias têm analista, 127 de 3.783, contra 4,1% a 5,1% nas outras seis. Pelo acontecimento que a matéria cobre, os que menos chamam analista são os de agenda e de palco: o 7 de Setembro (0,8% das 475 matérias), as sabatinas da Globo (1,3%), o caso Banco Master (1,6% das 749) e o registro de candidaturas no TSE (nenhuma das 334); a crise entre Moraes e Mendonça fica na média, 4,9% das 1.256. Os que mais chamam explicação são o reajuste do Bolsa Família, 12,4% das 251 matérias, com cientistas políticos, advogados e economistas, e a inelegibilidade de Marçal, 6,7% das 626, com advogados.

Quem cada lado chama

O espectro do veículo, o mesmo da peça 8, muda o quanto se explica e quem explica. Os veículos de esquerda nomeiam um analista em 6,0% das matérias (185 de 3.104); os de direita, em 5,1% (170 de 3.316); os de centro, em 4,5% (833 de 18.534); os de extrema-direita, em 2,0% (13 de 666); os sem posição declarada, em 1,6%. A diferença entre os lados é de dois veículos: sem o Brasil de Fato, a esquerda cai a 3,9%; sem a Gazeta do Povo, a direita, a 3,6%. O tipo também muda com o lado: na esquerda, 42% das citações vão para universidades nomeadas e menos de 1% para economistas; na direita, 24% para universidades, 13% para advogados e 8% para economistas; no centro, 29% para universidades, 20% para institutos de pesquisa e 10% para economistas.

Só dois nomes atravessam o espectro. Com três citações ou mais de cada lado (e a direita, aqui, soma a extrema-direita), há Felipe Nunes (11 na esquerda, 8 na direita) e Marcelo Tokarski (3 e 7): os dois que dirigem institutos de pesquisa. As bases são pequenas, 185 e 183 matérias com analista de cada lado. Entre os que só a direita chama, o primeiro é Elias Tavares (13 das 21 citações dele); depois Guilherme Russo, da Quaest (8, todas na Veja), Márcio Coimbra (7) e Adriano Cerqueira (7). Na esquerda, depois de Nunes, vem Mayra Goulart (7, no Brasil de Fato); só a esquerda chama Rosemary Segurado, Jorge Folena e Mateus de Albuquerque (5 cada).

Quem chama alguém para explicar: a BBC Brasil em 30% das matérias e o Brasil de Fato em 24%; Poder360, Metrópoles e Jovem Pan, em menos de 2%

Fatia das matérias de cada veículo que nomeia ao menos um analista, nos 37 veículos com mais matérias na janela (10 de agosto a 25 de setembro de 2026). Ao lado do nome, o nível do veículo no espectro do painel.

Quem chama alguém para explicar: a BBC Brasil em 30% das matérias e o Brasil de Fato em 24%; Poder360, Metrópoles e Jovem Pan, em menos de 2%BBC Brasil: 30,1% (58 de 193 matérias); Brasil de Fato: 23,9% (76 de 318 matérias); Exame: 10,5% (33 de 315 matérias); Gazeta do Povo: 9,8% (79 de 808 matérias); Folha de S.Paulo: 7,2% (75 de 1.038 matérias); Estadão: 7,0% (39 de 558 matérias); Valor Econômico: 6,7% (56 de 831 matérias); CNN Brasil: 6,4% (92 de 1.431 matérias); Veja: 6,3% (68 de 1.079 matérias); InfoMoney: 6,1% (49 de 809 matérias); Correio Braziliense: 5,9% (44 de 745 matérias); g1: 5,7% (74 de 1.301 matérias); CartaCapital: 5,7% (22 de 384 matérias); Jornal de Brasília: 5,5% (35 de 635 matérias); CBN: 5,3% (27 de 511 matérias); O Globo: 5,1% (56 de 1.089 matérias); Money Times: 5,1% (15 de 297 matérias); O Cafezinho: 4,2% (17 de 406 matérias); Diário do Centro do Mundo: 3,5% (42 de 1.199 matérias); O Antagonista: 3,5% (13 de 374 matérias); UOL: 3,2% (44 de 1.356 matérias); Terra: 2,8% (7 de 252 matérias); Revista Oeste: 2,2% (13 de 604 matérias); O Tempo: 2,1% (6 de 280 matérias); A Tarde: 1,9% (8 de 430 matérias); Estado de Minas: 1,6% (6 de 367 matérias); Congresso em Foco: 1,6% (4 de 250 matérias); Metrópoles: 1,5% (11 de 735 matérias); TMC: 1,5% (3 de 202 matérias); ND Mais: 1,4% (7 de 504 matérias); Poder360: 1,2% (14 de 1.168 matérias); R7: 1,0% (3 de 302 matérias); Agência Brasil: 1,0% (2 de 191 matérias); PlatôBR: 0,9% (2 de 224 matérias); Jovem Pan: 0,8% (3 de 368 matérias); Diário do Poder: 0,5% (2 de 411 matérias); Diário Carioca: 0,0% (0 de 230 matérias).% das matérias do veículo com um analista nomeadocom analista, de todas0%10%20%30%BBC Brasil centro30,1%58 de 193Brasil de Fato esquerda23,9%76 de 318Exame centro10,5%33 de 315Gazeta do Povo direita9,8%79 de 808Folha de S.Paulo centro7,2%75 de 1.038Estadão centro7,0%39 de 558Valor Econômico centro6,7%56 de 831CNN Brasil centro6,4%92 de 1.431Veja direita6,3%68 de 1.079InfoMoney centro6,1%49 de 809Correio Braziliense centro5,9%44 de 745g1 centro5,7%74 de 1.301CartaCapital esquerda5,7%22 de 384Jornal de Brasília centro5,5%35 de 635CBN centro5,3%27 de 511O Globo centro5,1%56 de 1.089Money Times centro5,1%15 de 297O Cafezinho esquerda4,2%17 de 406Diário do Centro do Mundo esquerda3,5%42 de 1.199O Antagonista direita3,5%13 de 374UOL centro3,2%44 de 1.356Terra centro2,8%7 de 252Revista Oeste extrema-direita2,2%13 de 604O Tempo centro2,1%6 de 280A Tarde centro1,9%8 de 430Estado de Minas centro1,6%6 de 367Congresso em Foco centro1,6%4 de 250Metrópoles centro1,5%11 de 735TMC centro1,5%3 de 202ND Mais centro1,4%7 de 504Poder360 centro1,2%14 de 1.168R7 centro1,0%3 de 302Agência Brasil centro1,0%2 de 191PlatôBR centro0,9%2 de 224Jovem Pan direita0,8%3 de 368Diário do Poder direita0,5%2 de 411Diário Carioca esquerda0,0%0 de 230

Fonte: painel Eleições 2026, 28.454 matérias de imprensa com o corpo lido pela passada de entidades, 10 de agosto a 25 de setembro de 2026, lidas em 26/09/2026. Analista = quem a matéria ouve para explicar (cientista político, economista, professor, pesquisador, dirigente de instituto), como a passada rotula em cada matéria; a casa é a que a matéria dá. Método.

Por veículo, a fatia vai de 30% a menos de 1%. A BBC Brasil nomeia um analista em 30% das matérias (58 de 193); o Brasil de Fato, em 24% (76 de 318); a Exame e a Gazeta do Povo, em 10%; a Folha, o Estadão e o Valor, em 7%; a CNN Brasil, a Veja e a InfoMoney, em 6%; o g1 e O Globo, em 5% a 6%; o UOL, em 3% (44 de 1.356); a Revista Oeste, em 2%; o Metrópoles, em 1,5% (11 de 735); o Poder360, em 1,3% (15 de 1.168); a Jovem Pan, em 0,8% (3 de 368). A CNN Brasil é quem mais cita em número absoluto, 92 matérias. Os veículos nacionais nomeiam um analista em 5,3% das matérias; os regionais, em 1,8%; os locais, em 0,7%. E o gênero pesa muito: a notícia tem analista em 2,1% das vezes; a opinião, em 6,6%; a entrevista, em 16,4%; a análise, em 23,7%. Quase metade das matérias com analista (604 de 1.280) é do gênero análise.

O analista fala mais que o candidato?

Não dá para dizer: a escada de voz da peça 6 mede a voz do candidato, não a do analista. Dá para dizer que o candidato fala menos nas matérias com analista. Nelas, a fala própria dos candidatos é 14,5% dos pares candidato-matéria; nas sem analista, 26,8%. A fala de terceiros sobre o candidato, que inclui a do próprio analista, mais que dobra: 36,6% contra 15,4%. Por matéria: 20,5% das matérias com analista têm alguma fala própria de candidato; 39,0% das sem. Zema é o caso extremo, 6,3% contra 34,2%, numa base pequena (64 pares); Flávio, 11,2% contra 26,3%; Lula, 13,8% contra 23,0%; Caiado, Renan e Cury caem de 36% a 45% para 23% a 25%. É associação, não efeito: parte vem do gênero, porque a análise chama mais analista e dá menos voz. Mas a diferença sobrevive dentro do gênero: só entre as notícias, a fala própria cai de 27,3% para 16,7%; só entre as análises, de 18,3% para 13,8%.

E quem é explicado são os mais cobertos. Os seis candidatos mais cobertos têm analista em 3,7% a 5,4% das matérias; os seis seguintes, em 0,4% a 1,6%; Leonardo Avalanche, o menos coberto, em 3,4%, quase tudo sobre a troca na chapa do PRTB. Wilson Grassi é citado em 1.993 matérias e um analista aparece em 8 delas. Quando alguém aparece nas matérias dos menos cobertos, quase sempre é Nunes: em 8 das 17 de Rui Costa Pimenta, em 3 das 8 de Grassi. O analista quase não chega ao título: 35 das 1.719 citações têm o nome dele no título, 11 delas de Nunes.

O que isto não diz

Os 4,5% são piso: a passada corta a lista em 12 nomes e deu outro papel a 65 matérias com alguém apresentado como cientista político ou economista; o teto plausível fica perto de 5%. A passada também errou no outro sentido, chamando de analista o economista que um candidato cita como possível ministro; Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Armínio Fraga, quase só nesse papel, saíram da conta, e o gabarito da passada mediu os papéis todos juntos, não a precisão do "analista". A casa é a que a matéria dá, e a matéria muitas vezes não dá: quem tem casa e é apresentado sem ela fica sem ela aqui. Grafias diferentes do mesmo nome contam separadas: conferimos os 200 mais citados por três regras (nome contido em outro, prenome com uma letra a mais ou a menos, nome inteiro a uma letra de distância) e fundimos 19 pares com a mesma casa ou sobrenome inconfundível; Carlos Melo, do Insper, e Carlos Ranulfo Melo, da UFMG, são pessoas diferentes, e dois pares com casas diferentes ficaram separados. A passada lê a menção, não a entrevista: uma fala republicada em dez veículos conta dez vezes, porque a régua é a da cobertura, e por isso Nunes é o mais citado, não necessariamente o mais ouvido. A troca de voz é associação, não efeito. Não medimos o tom por analista nem a qualidade do que cada um disse. Cobertura não é voto: é quantas matérias citam cada nome.

Amanhã

Amanhã, a peça 13 sai da imprensa e entra nos 13 planos de governo registrados no TSE: o que cada um promete em 12 temas, e com que lastro.

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Como este texto foi feito

Esta é a décima segunda resposta de 18 respostas sobre a imprensa, uma série diária do painel Eleições 2026. Os números vêm do banco do painel, na janela de 10 de agosto a 25 de setembro de 2026, e todos foram conferidos antes da escrita. As pessoas citadas em cada matéria foram extraídas do corpo do texto por uma passada de classificação (DeepSeek V4.1 Flash), que devolve até 12 nomes por matéria com o papel de cada um; num gabarito de 60 matérias conferido à mão, ela acertou 51. A casa de cada analista é a que a matéria dá, normalizada por uma tabela de grafias. O texto é escrito por Claude Fable 5.1 (Anthropic) em sessão, com apuração, critérios e revisão humanos, e publicado por Leonardo Fontes de Sales. Como cada peça nasce, o que os números medem e não medem e o glossário dos termos da casa estão em Como a série é feita. Licença CC BY 4.0.