O Supremo Tribunal Federal reuniu o plenário na terça-feira, 15 de setembro, para decidir se abre investigação contra um de seus próprios ministros, Alexandre de Moraes, pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O Estadão registrou que a sessão era inédita: a Corte nunca havia analisado se um de seus membros seria investigado. Terminou sem decisão, com pedido de vista do ministro Flávio Dino, e pode ser retomada só em dezembro, segundo O Globo, depois da eleição. Foi o maior fato da semana no painel: 444 matérias, contra 281 na semana anterior. Entre 14 e 20 de setembro, 714 das 3.882 matérias sobre os candidatos traziam o Supremo ou um de seus ministros no título, quase uma em cada cinco. Só na quarta-feira, dia seguinte à sessão, foram 220.
A semana teve também uma troca de candidato a menos de três semanas do primeiro turno, e o substituto foi o próprio dono da legenda. O PRTB registrou Leonardo Avalanche no lugar de Pablo Marçal, cujo registro havia sido indeferido pelo TSE, movimento noticiado pela Gazeta do Povo na quarta-feira. O efeito no painel foi imediato: Avalanche passou de 6 artigos na semana anterior para 124, nono lugar em volume, com "marçal" em 63% das manchetes que falam dele.
No conjunto, os treze candidatos somaram 6.021 menções na imprensa, cerca de 2% acima da janela anterior, distribuídas em pouco menos de 3,9 mil matérias distintas, porque boa parte dos textos cita mais de um nome. Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando 65% dessas menções, mas a temperatura entre os dois se inverteu: o presidente cresceu 18% em volume e viu a cobertura positiva ultrapassar a negativa, enquanto o senador perdeu 13% e, junto com ele, boa parte da hostilidade que marcou as semanas do caso Dark Horse.
A semana teve ainda um debate que não aconteceu e outro quase vazio. O consórcio de onze veículos (CNN Brasil, SBT, RedeTV!, Exame, Metrópoles, Terra e outros) cancelou em 8 de setembro o encontro marcado para a segunda-feira 14, depois que Lula e Flávio não confirmaram presença, como registramos no balanço anterior. No dia 18, o debate de Metrópoles e Inteligência Ltda reuniu apenas Romeu Zema, Augusto Cury e Samara Martins, e o UOL resumiu o resultado na manchete: "debate esvaziado". O próximo teste é o da Record, marcado para 27 de setembro.
| Candidato | Artigos | Saldo |
|---|---|---|
| Lula | 2.506 | +1 pp |
| Flávio Bolsonaro | 1.401 | -3 pp |
| Renan Santos | 375 | +20 pp |
| Ronaldo Caiado | 313 | +29 pp |
| Augusto Cury | 305 | +14 pp |
| Romeu Zema | 283 | +16 pp |
| Edmilson Costa | 146 | +7 pp |
| Rui Costa Pimenta | 141 | +3 pp |
| Leonardo Avalanche | 124 | -2 pp |
| Samara Martins | 120 | +3 pp |
| Clariana Barão | 105 | +7 pp |
| Hertz Dias | 103 | +2 pp |
| Wilson Grassi | 99 | +3 pp |
A sessão do Supremo: o maior fato da semana
A crise não começou nesta semana. Vem de 1º de setembro, quando vieram a público as mensagens entre Vorcaro e Moraes, e de lá para cá mudou de capítulo: o caso Master, que é o escândalo, caiu de 265 matérias para 91, enquanto a disputa dentro do tribunal subiu de 281 para 444. Somados, os dois ficaram do mesmo tamanho, 546 matérias numa semana e 535 na outra. O assunto não perdeu espaço. Trocou o banqueiro pelo plenário.
Todos os seis candidatos mais cobertos entraram no assunto, e o que cada um tirou dele foi muito diferente. Lula é citado em 461 das matérias com o Supremo no título, e nelas a cobertura negativa chega a 30,8%; no restante do que se escreveu sobre ele, é de 15,8%. Questionado na manhã da sessão, não respondeu, segundo o Estadão; depois do adiamento, em entrevista à TV Record, defendeu que se investigue, e no dia seguinte cobrou do presidente da Corte, Edson Fachin, uma solução para que a crise não atrapalhe a eleição. Flávio Bolsonaro aparece em 283, com 16,3% de cobertura negativa, metade dos 32,4% da semana anterior. Os quatro que vêm atrás atacaram o tribunal e quase não pagaram por isso: Ronaldo Caiado teve 65 dessas matérias, 48 positivas e nenhuma negativa; Renan Santos, 53, com uma negativa; Romeu Zema, 51, com uma; Augusto Cury, 43, sem nenhuma. É o que acontece com a declaração que sai sem resposta: no painel ela conta a favor de quem fala.
A própria imprensa leu a semana assim. O Financial Times, citado pelo InfoMoney, escreveu que o caso transformou o STF em foco da disputa presidencial. A Gazeta do Povo publicou que a crise capturou o debate eleitoral e esvaziou a discussão de propostas, e o Valor registrou que ela virou tema da propaganda na TV. Na sexta-feira, levantamento do Datafolha, publicado pela Folha, mostrou que 38% veem Lula como o prejudicado pela crise e 31% citam Flávio.
Lula: o reajuste do Bolsa Família vira o campo de disputa
Com 2.506 artigos, o presidente teve a maior semana da série. E a distribuição de tom virou: 19,3% de cobertura positiva contra 18,6% negativa, quando na janela anterior os números eram 14,9% e 18,3%. O que puxou o volume foi o Bolsa Família, citado em 258 manchetes (138 delas sobre o reajuste), ao lado de "pesquisa eleitoral" (2.417 menções temáticas). A crise no STF foi o que mais pesou contra: sem as matérias com o Supremo no título, a cobertura negativa do presidente cairia de 18,6% para 15,8%.
A hostilidade se concentrou em um gênero específico. Nas 2.142 notícias sobre Lula, o sentimento médio fica em 0,02; na opinião, cai para -0,27. A diferença tem endereço editorial: a Gazeta do Povo tratou o reajuste como "cartada eleitoreira" em editorial, O Antagonista publicou análise com o título "Lula merece afundar com o STF" e, na Folha, a colunista Mariliz Pereira Jorge argumentou que a "torcida petista por Moraes custará a eleição". A cobertura de direita responde por 13,3% do total sobre Lula, contra 9,5% da esquerda.
Flávio Bolsonaro: menos volume, menos pancada
A queda de 25,6% para 17,6% de cobertura negativa é o dado mais expressivo da semana no topo da tabela. O senador saiu de 1.609 para 1.401 artigos, e a diminuição veio justamente das matérias desfavoráveis. A explicação está na mudança de capítulo da crise: as matérias negativas para ele ligadas ao caso Master, em que é investigado pelo financiamento do filme Dark Horse, caíram de 152 para 31. As da disputa no Supremo que o citam foram de 96 para 169, e as negativas entre elas caíram de 41 para 28. O escândalo em que ele é alvo deu lugar à sessão em que ele é acusador, e a campanha, segundo o Painel da Folha, vai estender a Flávio Dino os ataques que fazia a Moraes. Sobrou a crítica opinativa, que se mantém dura (-0,22 na opinião contra -0,02 na notícia) e vem sobretudo de veículos de esquerda, que respondem por 13,3% de sua cobertura. O Diário do Centro do Mundo aparece entre os cinco que mais publicaram sobre ele, com 65 textos, e o padrão é o de repercutir avaliações da imprensa de centro: o DCM destacou que a Folha o chamou de "herdeiro de visão golpista", e o Cafezinho fez o mesmo movimento com Estadão e Folha. O Brasil de Fato atacou pelo programa, afirmando que ele "quer entregar o SUS aos empresários".
O caso da filiação ao partido Missão que o senador diz não ter feito, e que gerou inquérito da Polícia Federal em agosto, praticamente sumiu da janela: dois artigos, um deles apenas tangencial ao tema. Uma história com três estágios (filiação, inquérito, risco no TSE) que a imprensa deixou de lado nesta semana.
Renan Santos: a ação contra o Bolsa Família cobra preço
O candidato do Missão cresceu 23% em volume (375 artigos), mas perdeu o tom excepcionalmente favorável das semanas anteriores: a fatia positiva caiu de 33% para 23,2%. Duas histórias explicam a mudança. A primeira é judicial: Gilmar Mendes rejeitou a ação que ele moveu contra o reajuste do programa. A segunda é de comportamento: em Balneário Camboriú, segundo relato do Jornal Razão, ele se irritou com a pergunta de um repórter e apoiadores furtaram o microfone da equipe. Em campanha por Santa Catarina, o g1 registrou a fala em que ele diz que eleitores que pediam a prisão de Valdemar hoje o celebram. À A Crítica, disse que não apoiará Lula nem Flávio em eventual segundo turno.
Caiado, Cury e Zema: três modos de disputar o mesmo eleitor
Ronaldo Caiado perdeu 23% do volume (313 artigos) e mesmo assim fechou com a melhor proporção positiva do pelotão de frente: 31,6%, contra 2,2% negativa. Segurança pública é o que ele leva ao microfone, embora responda por fatia pequena do que se escreve sobre ele: 35 menções temáticas, contra 318 de pesquisa eleitoral. O alvo é sempre o mesmo. O ex-governador prometeu classificar facções como terroristas e disse que o PT é conivente com o narcotráfico, frase repetida em caminhada na Avenida Paulista. Convém explicar a régua aqui: o painel mede a cobertura sobre cada candidato, não o teor do que ele diz, de modo que a matéria em que Caiado acusa o PT entra como negativa para Lula e positiva para Caiado, que nela é o protagonista da denúncia. Foi assim também quando ele cobrou que o próximo presidente não esteja "envolvido" no caso Banco Master, mirando Lula e Flávio ao mesmo tempo.
Augusto Cury teve a maior retração da semana, 36% menos artigos, e sua fatia positiva caiu de 38,8% para 16,7%. O escritor manteve o discurso de campanha nas entrevistas, dizendo que o modelo de Lula está "falido" e que Flávio não tem experiência, mas ganhou mais um capítulo de escrutínio sobre seus negócios: a Revista Fórum informou que uma empresa ligada a ele pediu autorização para retirar vegetação nativa em 994 hectares de Cerrado. Cury declarou R$ 242,6 milhões em 60 bens ao TSE, o segundo maior patrimônio entre os candidatos. Romeu Zema cresceu pouco (283 artigos, +9%) e apostou na hostilidade ao Supremo, com a série de vídeos "Os Intocáveis", que satiriza o STF e Alexandre de Moraes. No contrapé, a Agência Pública mostrou que um decreto seu beneficiou mineradora de empresário ligado a Daniel Vorcaro, e o Correio Braziliense registrou vaias na Feira Hippie de Belo Horizonte.
Seis campanhas que crescem sem sair do rodapé
Descontado o recém-chegado do PRTB, os seis candidatos do fim da tabela cresceram todos, e alguns bastante: Rui Costa Pimenta 76%, Samara Martins e Wilson Grassi 46% cada, Hertz Dias 41%, Edmilson Costa 32% e Clariana Barão 30%. O crescimento tem uma explicação estrutural mais que política: são os roteiros diários de agenda (a Agência Brasil publicou o apanhado do fim de semana de todos os presidenciáveis) e a série de perfis do Jornal Nacional, que levou Clariana Barão a Pernambuco e Wilson Grassi a São Paulo. O resultado é cobertura entre 93% e 98% neutra, quase sem avaliação. As pautas próprias aparecem: Edmilson Costa martelou a jornada de 30 horas e o fim da escala 6x1, Hertz Dias insistiu em estatização e crítica ao PT, Samara Martins rebateu no debate que o "absurdo é o bolsa-banqueiro, não o Bolsa Família" e Rui Costa Pimenta questionou as urnas eletrônicas. De 19% (Wilson Grassi) a 38% (Edmilson Costa) dessa cobertura vem de veículos sem posição editorial declarada, em geral portais regionais; agregadores somam outros 3 a 6 pontos em cada um.
A troca no PRTB
Pablo Marçal, que não é candidato monitorado neste painel, apareceu em 86 artigos da janela, quase sempre como sombra de quem o substituiu. Inelegível até 2032 pela decisão de 2024 no caso dos cortes de vídeo, ele teve o registro barrado no TSE, e o partido inscreveu no lugar seu próprio presidente. A imprensa foi rápida em examinar o substituto: a ND Mais informou que Avalanche declarou R$ 495 milhões e é alvo de investigações, o maior patrimônio declarado da disputa; a Revista Fórum relembrou a suspeita de ligação com o PCC; e o Mais Goiás noticiou pedido ao TSE para derrubar a chapa inteira. A cobertura foi 95,2% neutra, o que diz menos sobre benevolência e mais sobre o gênero dominante: nota factual de troca de registro.
Zeitgeist: a crise do Supremo cresce, a diplomacia também
O cluster Democracia segue o maior do painel, com 649 artigos, e caiu 35% em relação à semana anterior (991). A queda não é da crise do Supremo: é de dois assuntos da semana anterior que saíram de cena, o afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal (241 artigos do cluster numa semana, nenhum na outra) e o 7 de Setembro (239 e nenhum). Dentro do mesmo cluster, a disputa no STF subiu de 211 para 324. Lula aparece em 395 desses textos e Flávio em 265 — muitos são os mesmos, porque os dois dividem manchete com frequência. Zema puxa outros 48, na semana em que concentrou o ataque no Supremo, e a série que transforma essas críticas em vídeos curtos de sátira é a peça mais visível.
Geopolítica quase dobrou, de 162 para 303 artigos, e 241 deles envolvem Lula. A véspera da Assembleia Geral da ONU explica o salto: o Jornal de Brasília noticiou o manifesto de Brasil, União Europeia, Quênia e Canadá em defesa do multilateralismo. É a vantagem estrutural do ocupante do cargo: agenda internacional que rende cobertura sem custo de campanha. Inteligência Artificial cresceu 150% (105 artigos), também com o presidente à frente, mas por outro motivo: levantamento citado pelo mesmo veículo aponta que Lula foi alvo de um em cada quatro conteúdos sintéticos da pré-campanha. Energia subiu 57%, com a fala presidencial de que não deixará a energia do país servir apenas a data centers.
No pé da lista, Clima (25 artigos) e Bioeconomia (11) confirmam o diagnóstico que a própria imprensa produziu: a Exame concluiu que a crise climática ocupa espaço limitado nos planos de governo. O punhado de textos em bioeconomia se espalha por assuntos distantes entre si: o decreto dos bioinsumos que aguarda a assinatura de Lula, o etanol como ponto de atrito da eleição, a agroecologia como proposta de programa e o desmatamento no Cerrado por empresa ligada a um candidato. A três semanas do voto, a agenda ambiental chega mais pela porta do despacho e do escândalo do que pela do programa de governo.
O que a distribuição sugere
A semana teve duas camadas. Na de cima, a crise do Supremo ocupou quase uma em cada cinco manchetes e distribuiu efeitos desiguais: pesou sobre Lula, aliviou Flávio e deu palco sem custo a quem atacou o tribunal. Na de baixo, a imprensa seguiu em modo de inventário: perfis, agendas, patrimônios declarados, checagem de registros. Isso beneficia quem tinha pouca visibilidade (os seis do fim da tabela cresceram entre 30% e 76% sem que nada mudasse na campanha deles) e neutraliza o tom geral. Ao mesmo tempo, a ausência virou rotina: Lula e Flávio não confirmaram o debate de 14 de setembro, e o de 18 perdeu também Renan Santos e Caiado, sobrando três participantes num encontro que a própria cobertura classificou como esvaziado. Se o padrão se mantiver até 27 de setembro, o debate da Record, o último marcado antes do primeiro turno, herda sozinho a tarefa do confronto direto, e a definição sobre comparecer ou não volta a ser notícia por si só.
Atualizado em 21 de setembro de 2026. A primeira versão deste resumo, publicada na manhã do mesmo dia com o título "Perfis, agendas e patrimônios: a semana de inventário", tratava a crise do Supremo como assunto em queda e abria pela troca de candidato no PRTB. Estava errada na pauta, não nos números: a disputa no STF foi o maior fato da semana, e a queda que o texto apontava era de outros dois assuntos do mesmo grupo temático. Reescrevemos o título, a abertura, a seção de Zeitgeist e o fecho, acrescentamos a seção sobre a sessão do Supremo e explicamos, nas seções de Lula e de Flávio Bolsonaro, o que a crise fez com a cobertura de cada um. Os demais números não mudaram.
Fontes consultadas
99 links · 73 veículos
A Crítica (Campo Grande)
Agência Brasil
Bahia Notícias
Blog do Amarildo
Brasil 247
Brasil de Fato
CNN Brasil
Correio Braziliense
Correio do Estado
Diário de Goiás
Diário do Centro do Mundo
Diário do Poder
Estado de Minas
Estadão
Folha de S.Paulo
- O que a Folha pensa: Flávio é inexperiente e herdeiro de visão golpista - Folha de S.Paulo
- Torcida petista por Moraes custará a eleição de Lula
- Datafolha: 38% veem Lula prejudicado por crise no STF - 18/09/2026 - Política - Folha
- Campanha de Flávio vai aumentar ataques a Dino e equipará-los às críticas feitas a Moraes
Francês News
GPS Brasília
Gazeta do Povo
- Lula usa Bolsa Família para cartada eleitoreira
- Obsessão de Lula e do PT pelo poder é sinal de democracia fraca
- Lula sinaliza desespero com reajuste do Bolsa Família perto da eleição
- Crise no STF captura debate eleitoral, tira holofotes de candidatos e esvazia discussão de propostas - Gazeta do Povo
InfoMoney
Jornal de Brasília
Jovem Pan
Metrópoles
Muita Informação
ND Mais
O Antagonista
O Cafezinho
O Tempo
Ponta Porã Informa
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Revista Fórum
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Como esse resumo foi feito
Este texto é gerado a partir do banco de dados do projeto Eleições 2026, que monitora continuamente a cobertura da imprensa brasileira sobre os candidatos à Presidência. Na semana de 14 a 20 de setembro, o sistema coletou artigos de dezenas de veículos — portais de notícias, agências, blogs e imprensa regional — via Brave Search, feeds RSS, Google News e sitemaps de portais jornalísticos.
O processo tem quatro etapas automatizadas: (1) coleta e normalização dos artigos por coletores rodando cinco vezes por dia em servidor dedicado; (2) verificação anti-falso-positivo por DeepSeek V4.1 Flash, que remove menções fora de contexto eleitoral; (3) classificação de sentimento por candidato, extração de tópicos e classificação de gênero jornalístico pelo mesmo modelo, com DeepSeek V4 Flash e GLM 5.3 Flash como reservas quando o titular está indisponível; (4) geração do texto editorial por Claude Opus 5 com raciocínio estendido, tendo como contexto obrigatório os posts anteriores desta série.
Uma nota sobre como ler o tom: o painel mede a cobertura sobre cada candidato, não o teor do que ele diz. Uma matéria em que um candidato acusa outro costuma ser negativa para quem é acusado e positiva para quem acusa, que nela aparece como protagonista da denúncia. O mesmo texto entra na conta dos dois com sinais opostos.
O rascunho passa por revisão humana antes da publicação. Números e afirmações factuais são verificados contra o banco de dados — afirmações sem respaldo direto nos dados são removidas ou reescritas. Os links apontam para as fontes primárias mencionadas no texto; quando um veículo é citado sem link, significa que o artigo foi identificado no banco mas não estava acessível publicamente no momento da revisão.
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