Eleições 2026 · Resumo semanal

A crise do STF engoliu a semana, e cada candidato tirou dela o que pôde

Entre 14 e 20 de setembro, quase uma em cada cinco manchetes sobre os candidatos a presidente falava do Supremo. A sessão que discutiu investigar Alexandre de Moraes foi o maior fato da semana, à frente do reajuste do Bolsa Família e da troca de candidato no PRTB.

Leonardo Fontes de Sales 14 min
Eleições 2026 — Resumo da Semana de 14/09

O Supremo Tribunal Federal reuniu o plenário na terça-feira, 15 de setembro, para decidir se abre investigação contra um de seus próprios ministros, Alexandre de Moraes, pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O Estadão registrou que a sessão era inédita: a Corte nunca havia analisado se um de seus membros seria investigado. Terminou sem decisão, com pedido de vista do ministro Flávio Dino, e pode ser retomada só em dezembro, segundo O Globo, depois da eleição. Foi o maior fato da semana no painel: 444 matérias, contra 281 na semana anterior. Entre 14 e 20 de setembro, 714 das 3.882 matérias sobre os candidatos traziam o Supremo ou um de seus ministros no título, quase uma em cada cinco. Só na quarta-feira, dia seguinte à sessão, foram 220.

A semana teve também uma troca de candidato a menos de três semanas do primeiro turno, e o substituto foi o próprio dono da legenda. O PRTB registrou Leonardo Avalanche no lugar de Pablo Marçal, cujo registro havia sido indeferido pelo TSE, movimento noticiado pela Gazeta do Povo na quarta-feira. O efeito no painel foi imediato: Avalanche passou de 6 artigos na semana anterior para 124, nono lugar em volume, com "marçal" em 63% das manchetes que falam dele.

No conjunto, os treze candidatos somaram 6.021 menções na imprensa, cerca de 2% acima da janela anterior, distribuídas em pouco menos de 3,9 mil matérias distintas, porque boa parte dos textos cita mais de um nome. Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando 65% dessas menções, mas a temperatura entre os dois se inverteu: o presidente cresceu 18% em volume e viu a cobertura positiva ultrapassar a negativa, enquanto o senador perdeu 13% e, junto com ele, boa parte da hostilidade que marcou as semanas do caso Dark Horse.

A semana teve ainda um debate que não aconteceu e outro quase vazio. O consórcio de onze veículos (CNN Brasil, SBT, RedeTV!, Exame, Metrópoles, Terra e outros) cancelou em 8 de setembro o encontro marcado para a segunda-feira 14, depois que Lula e Flávio não confirmaram presença, como registramos no balanço anterior. No dia 18, o debate de Metrópoles e Inteligência Ltda reuniu apenas Romeu Zema, Augusto Cury e Samara Martins, e o UOL resumiu o resultado na manchete: "debate esvaziado". O próximo teste é o da Record, marcado para 27 de setembro.

CandidatoArtigosSaldo
Lula2.506+1 pp
Flávio Bolsonaro1.401-3 pp
Renan Santos375+20 pp
Ronaldo Caiado313+29 pp
Augusto Cury305+14 pp
Romeu Zema283+16 pp
Edmilson Costa146+7 pp
Rui Costa Pimenta141+3 pp
Leonardo Avalanche124-2 pp
Samara Martins120+3 pp
Clariana Barão105+7 pp
Hertz Dias103+2 pp
Wilson Grassi99+3 pp
Artigos verificados na semana e saldo de sentimento (pontos percentuais de cobertura positiva menos negativa).

A sessão do Supremo: o maior fato da semana

A crise não começou nesta semana. Vem de 1º de setembro, quando vieram a público as mensagens entre Vorcaro e Moraes, e de lá para cá mudou de capítulo: o caso Master, que é o escândalo, caiu de 265 matérias para 91, enquanto a disputa dentro do tribunal subiu de 281 para 444. Somados, os dois ficaram do mesmo tamanho, 546 matérias numa semana e 535 na outra. O assunto não perdeu espaço. Trocou o banqueiro pelo plenário.

Todos os seis candidatos mais cobertos entraram no assunto, e o que cada um tirou dele foi muito diferente. Lula é citado em 461 das matérias com o Supremo no título, e nelas a cobertura negativa chega a 30,8%; no restante do que se escreveu sobre ele, é de 15,8%. Questionado na manhã da sessão, não respondeu, segundo o Estadão; depois do adiamento, em entrevista à TV Record, defendeu que se investigue, e no dia seguinte cobrou do presidente da Corte, Edson Fachin, uma solução para que a crise não atrapalhe a eleição. Flávio Bolsonaro aparece em 283, com 16,3% de cobertura negativa, metade dos 32,4% da semana anterior. Os quatro que vêm atrás atacaram o tribunal e quase não pagaram por isso: Ronaldo Caiado teve 65 dessas matérias, 48 positivas e nenhuma negativa; Renan Santos, 53, com uma negativa; Romeu Zema, 51, com uma; Augusto Cury, 43, sem nenhuma. É o que acontece com a declaração que sai sem resposta: no painel ela conta a favor de quem fala.

A própria imprensa leu a semana assim. O Financial Times, citado pelo InfoMoney, escreveu que o caso transformou o STF em foco da disputa presidencial. A Gazeta do Povo publicou que a crise capturou o debate eleitoral e esvaziou a discussão de propostas, e o Valor registrou que ela virou tema da propaganda na TV. Na sexta-feira, levantamento do Datafolha, publicado pela Folha, mostrou que 38% veem Lula como o prejudicado pela crise e 31% citam Flávio.

Lula: o reajuste do Bolsa Família vira o campo de disputa

Com 2.506 artigos, o presidente teve a maior semana da série. E a distribuição de tom virou: 19,3% de cobertura positiva contra 18,6% negativa, quando na janela anterior os números eram 14,9% e 18,3%. O que puxou o volume foi o Bolsa Família, citado em 258 manchetes (138 delas sobre o reajuste), ao lado de "pesquisa eleitoral" (2.417 menções temáticas). A crise no STF foi o que mais pesou contra: sem as matérias com o Supremo no título, a cobertura negativa do presidente cairia de 18,6% para 15,8%.

A hostilidade se concentrou em um gênero específico. Nas 2.142 notícias sobre Lula, o sentimento médio fica em 0,02; na opinião, cai para -0,27. A diferença tem endereço editorial: a Gazeta do Povo tratou o reajuste como "cartada eleitoreira" em editorial, O Antagonista publicou análise com o título "Lula merece afundar com o STF" e, na Folha, a colunista Mariliz Pereira Jorge argumentou que a "torcida petista por Moraes custará a eleição". A cobertura de direita responde por 13,3% do total sobre Lula, contra 9,5% da esquerda.

Flávio Bolsonaro: menos volume, menos pancada

A queda de 25,6% para 17,6% de cobertura negativa é o dado mais expressivo da semana no topo da tabela. O senador saiu de 1.609 para 1.401 artigos, e a diminuição veio justamente das matérias desfavoráveis. A explicação está na mudança de capítulo da crise: as matérias negativas para ele ligadas ao caso Master, em que é investigado pelo financiamento do filme Dark Horse, caíram de 152 para 31. As da disputa no Supremo que o citam foram de 96 para 169, e as negativas entre elas caíram de 41 para 28. O escândalo em que ele é alvo deu lugar à sessão em que ele é acusador, e a campanha, segundo o Painel da Folha, vai estender a Flávio Dino os ataques que fazia a Moraes. Sobrou a crítica opinativa, que se mantém dura (-0,22 na opinião contra -0,02 na notícia) e vem sobretudo de veículos de esquerda, que respondem por 13,3% de sua cobertura. O Diário do Centro do Mundo aparece entre os cinco que mais publicaram sobre ele, com 65 textos, e o padrão é o de repercutir avaliações da imprensa de centro: o DCM destacou que a Folha o chamou de "herdeiro de visão golpista", e o Cafezinho fez o mesmo movimento com Estadão e Folha. O Brasil de Fato atacou pelo programa, afirmando que ele "quer entregar o SUS aos empresários".

O caso da filiação ao partido Missão que o senador diz não ter feito, e que gerou inquérito da Polícia Federal em agosto, praticamente sumiu da janela: dois artigos, um deles apenas tangencial ao tema. Uma história com três estágios (filiação, inquérito, risco no TSE) que a imprensa deixou de lado nesta semana.

Renan Santos: a ação contra o Bolsa Família cobra preço

O candidato do Missão cresceu 23% em volume (375 artigos), mas perdeu o tom excepcionalmente favorável das semanas anteriores: a fatia positiva caiu de 33% para 23,2%. Duas histórias explicam a mudança. A primeira é judicial: Gilmar Mendes rejeitou a ação que ele moveu contra o reajuste do programa. A segunda é de comportamento: em Balneário Camboriú, segundo relato do Jornal Razão, ele se irritou com a pergunta de um repórter e apoiadores furtaram o microfone da equipe. Em campanha por Santa Catarina, o g1 registrou a fala em que ele diz que eleitores que pediam a prisão de Valdemar hoje o celebram. À A Crítica, disse que não apoiará Lula nem Flávio em eventual segundo turno.

Caiado, Cury e Zema: três modos de disputar o mesmo eleitor

Ronaldo Caiado perdeu 23% do volume (313 artigos) e mesmo assim fechou com a melhor proporção positiva do pelotão de frente: 31,6%, contra 2,2% negativa. Segurança pública é o que ele leva ao microfone, embora responda por fatia pequena do que se escreve sobre ele: 35 menções temáticas, contra 318 de pesquisa eleitoral. O alvo é sempre o mesmo. O ex-governador prometeu classificar facções como terroristas e disse que o PT é conivente com o narcotráfico, frase repetida em caminhada na Avenida Paulista. Convém explicar a régua aqui: o painel mede a cobertura sobre cada candidato, não o teor do que ele diz, de modo que a matéria em que Caiado acusa o PT entra como negativa para Lula e positiva para Caiado, que nela é o protagonista da denúncia. Foi assim também quando ele cobrou que o próximo presidente não esteja "envolvido" no caso Banco Master, mirando Lula e Flávio ao mesmo tempo.

Augusto Cury teve a maior retração da semana, 36% menos artigos, e sua fatia positiva caiu de 38,8% para 16,7%. O escritor manteve o discurso de campanha nas entrevistas, dizendo que o modelo de Lula está "falido" e que Flávio não tem experiência, mas ganhou mais um capítulo de escrutínio sobre seus negócios: a Revista Fórum informou que uma empresa ligada a ele pediu autorização para retirar vegetação nativa em 994 hectares de Cerrado. Cury declarou R$ 242,6 milhões em 60 bens ao TSE, o segundo maior patrimônio entre os candidatos. Romeu Zema cresceu pouco (283 artigos, +9%) e apostou na hostilidade ao Supremo, com a série de vídeos "Os Intocáveis", que satiriza o STF e Alexandre de Moraes. No contrapé, a Agência Pública mostrou que um decreto seu beneficiou mineradora de empresário ligado a Daniel Vorcaro, e o Correio Braziliense registrou vaias na Feira Hippie de Belo Horizonte.

Seis campanhas que crescem sem sair do rodapé

Descontado o recém-chegado do PRTB, os seis candidatos do fim da tabela cresceram todos, e alguns bastante: Rui Costa Pimenta 76%, Samara Martins e Wilson Grassi 46% cada, Hertz Dias 41%, Edmilson Costa 32% e Clariana Barão 30%. O crescimento tem uma explicação estrutural mais que política: são os roteiros diários de agenda (a Agência Brasil publicou o apanhado do fim de semana de todos os presidenciáveis) e a série de perfis do Jornal Nacional, que levou Clariana Barão a Pernambuco e Wilson Grassi a São Paulo. O resultado é cobertura entre 93% e 98% neutra, quase sem avaliação. As pautas próprias aparecem: Edmilson Costa martelou a jornada de 30 horas e o fim da escala 6x1, Hertz Dias insistiu em estatização e crítica ao PT, Samara Martins rebateu no debate que o "absurdo é o bolsa-banqueiro, não o Bolsa Família" e Rui Costa Pimenta questionou as urnas eletrônicas. De 19% (Wilson Grassi) a 38% (Edmilson Costa) dessa cobertura vem de veículos sem posição editorial declarada, em geral portais regionais; agregadores somam outros 3 a 6 pontos em cada um.

A troca no PRTB

Pablo Marçal, que não é candidato monitorado neste painel, apareceu em 86 artigos da janela, quase sempre como sombra de quem o substituiu. Inelegível até 2032 pela decisão de 2024 no caso dos cortes de vídeo, ele teve o registro barrado no TSE, e o partido inscreveu no lugar seu próprio presidente. A imprensa foi rápida em examinar o substituto: a ND Mais informou que Avalanche declarou R$ 495 milhões e é alvo de investigações, o maior patrimônio declarado da disputa; a Revista Fórum relembrou a suspeita de ligação com o PCC; e o Mais Goiás noticiou pedido ao TSE para derrubar a chapa inteira. A cobertura foi 95,2% neutra, o que diz menos sobre benevolência e mais sobre o gênero dominante: nota factual de troca de registro.

Zeitgeist: a crise do Supremo cresce, a diplomacia também

O cluster Democracia segue o maior do painel, com 649 artigos, e caiu 35% em relação à semana anterior (991). A queda não é da crise do Supremo: é de dois assuntos da semana anterior que saíram de cena, o afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal (241 artigos do cluster numa semana, nenhum na outra) e o 7 de Setembro (239 e nenhum). Dentro do mesmo cluster, a disputa no STF subiu de 211 para 324. Lula aparece em 395 desses textos e Flávio em 265 — muitos são os mesmos, porque os dois dividem manchete com frequência. Zema puxa outros 48, na semana em que concentrou o ataque no Supremo, e a série que transforma essas críticas em vídeos curtos de sátira é a peça mais visível.

Geopolítica quase dobrou, de 162 para 303 artigos, e 241 deles envolvem Lula. A véspera da Assembleia Geral da ONU explica o salto: o Jornal de Brasília noticiou o manifesto de Brasil, União Europeia, Quênia e Canadá em defesa do multilateralismo. É a vantagem estrutural do ocupante do cargo: agenda internacional que rende cobertura sem custo de campanha. Inteligência Artificial cresceu 150% (105 artigos), também com o presidente à frente, mas por outro motivo: levantamento citado pelo mesmo veículo aponta que Lula foi alvo de um em cada quatro conteúdos sintéticos da pré-campanha. Energia subiu 57%, com a fala presidencial de que não deixará a energia do país servir apenas a data centers.

No pé da lista, Clima (25 artigos) e Bioeconomia (11) confirmam o diagnóstico que a própria imprensa produziu: a Exame concluiu que a crise climática ocupa espaço limitado nos planos de governo. O punhado de textos em bioeconomia se espalha por assuntos distantes entre si: o decreto dos bioinsumos que aguarda a assinatura de Lula, o etanol como ponto de atrito da eleição, a agroecologia como proposta de programa e o desmatamento no Cerrado por empresa ligada a um candidato. A três semanas do voto, a agenda ambiental chega mais pela porta do despacho e do escândalo do que pela do programa de governo.

O que a distribuição sugere

A semana teve duas camadas. Na de cima, a crise do Supremo ocupou quase uma em cada cinco manchetes e distribuiu efeitos desiguais: pesou sobre Lula, aliviou Flávio e deu palco sem custo a quem atacou o tribunal. Na de baixo, a imprensa seguiu em modo de inventário: perfis, agendas, patrimônios declarados, checagem de registros. Isso beneficia quem tinha pouca visibilidade (os seis do fim da tabela cresceram entre 30% e 76% sem que nada mudasse na campanha deles) e neutraliza o tom geral. Ao mesmo tempo, a ausência virou rotina: Lula e Flávio não confirmaram o debate de 14 de setembro, e o de 18 perdeu também Renan Santos e Caiado, sobrando três participantes num encontro que a própria cobertura classificou como esvaziado. Se o padrão se mantiver até 27 de setembro, o debate da Record, o último marcado antes do primeiro turno, herda sozinho a tarefa do confronto direto, e a definição sobre comparecer ou não volta a ser notícia por si só.

Atualizado em 21 de setembro de 2026. A primeira versão deste resumo, publicada na manhã do mesmo dia com o título "Perfis, agendas e patrimônios: a semana de inventário", tratava a crise do Supremo como assunto em queda e abria pela troca de candidato no PRTB. Estava errada na pauta, não nos números: a disputa no STF foi o maior fato da semana, e a queda que o texto apontava era de outros dois assuntos do mesmo grupo temático. Reescrevemos o título, a abertura, a seção de Zeitgeist e o fecho, acrescentamos a seção sobre a sessão do Supremo e explicamos, nas seções de Lula e de Flávio Bolsonaro, o que a crise fez com a cobertura de cada um. Os demais números não mudaram.

Fontes consultadas

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Como esse resumo foi feito

Este texto é gerado a partir do banco de dados do projeto Eleições 2026, que monitora continuamente a cobertura da imprensa brasileira sobre os candidatos à Presidência. Na semana de 14 a 20 de setembro, o sistema coletou artigos de dezenas de veículos — portais de notícias, agências, blogs e imprensa regional — via Brave Search, feeds RSS, Google News e sitemaps de portais jornalísticos.

O processo tem quatro etapas automatizadas: (1) coleta e normalização dos artigos por coletores rodando cinco vezes por dia em servidor dedicado; (2) verificação anti-falso-positivo por DeepSeek V4.1 Flash, que remove menções fora de contexto eleitoral; (3) classificação de sentimento por candidato, extração de tópicos e classificação de gênero jornalístico pelo mesmo modelo, com DeepSeek V4 Flash e GLM 5.3 Flash como reservas quando o titular está indisponível; (4) geração do texto editorial por Claude Opus 5 com raciocínio estendido, tendo como contexto obrigatório os posts anteriores desta série.

Uma nota sobre como ler o tom: o painel mede a cobertura sobre cada candidato, não o teor do que ele diz. Uma matéria em que um candidato acusa outro costuma ser negativa para quem é acusado e positiva para quem acusa, que nela aparece como protagonista da denúncia. O mesmo texto entra na conta dos dois com sinais opostos.

O rascunho passa por revisão humana antes da publicação. Números e afirmações factuais são verificados contra o banco de dados — afirmações sem respaldo direto nos dados são removidas ou reescritas. Os links apontam para as fontes primárias mencionadas no texto; quando um veículo é citado sem link, significa que o artigo foi identificado no banco mas não estava acessível publicamente no momento da revisão.

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