Eleições 2026 · 18 respostas sobre a imprensa

Dezoito perguntas à imprensa sobre as Eleições presidenciais de 2026

Uma resposta por dia, de 15 de setembro a 2 de outubro. O que a série mede na cobertura da eleição, o que ela não mede, e como cada resposta é apurada.

Leonardo Fontes de Sales 7 min
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Dezoito perguntas à imprensa sobre as Eleições presidenciais de 2026
Painel Eleições 2026 · SapiensLabsAbertura · 14/09/2026

Quem acompanha a eleição pelo noticiário termina o dia com impressões: um candidato aparece demais, um assunto dominou a semana. A impressão pode estar certa. Mas impressão é o que sobra quando ninguém conta, e contar é o que fazemos desde março.

A série que começa amanhã é feita de contagens. São 18 respostas, uma por dia, de 15 de setembro a 2 de outubro. Cada uma responde a uma pergunta sobre a cobertura da eleição presidencial: quanto a imprensa publicou, sobre quem, dando voz a quem, em que tom. As perguntas são as que um leitor atento faria; as respostas saem do banco do painel Eleições 2026.

De onde saem as respostas

Desde 25 de março, cinco vezes ao dia, o painel lê o que a imprensa brasileira publica sobre as treze candidaturas à Presidência que acompanha. Até esta segunda-feira são 174 dias de leitura, mais de 78 mil matérias vindas de mais de 1.900 veículos, e nenhum dia sem ao menos uma matéria. O ritmo segue o calendário das redações: cerca de 700 textos num dia útil, cerca de 450 no sábado e no domingo. A coleta não descansa no fim de semana; a imprensa, um pouco. Os totais estão na API pública do painel, e qualquer leitor pode refazer a soma.

O acervo é anterior às perguntas. Ele existe desde março porque o painel existe desde março, e as perguntas vieram depois, diante do que já estava guardado. Não houve como escolher os dados que confirmariam uma tese: os dados chegaram primeiro.

O que a régua não alcança

É a parte que pedimos ao leitor que guarde. O painel mede cobertura de imprensa, não intenção de voto. Nenhuma das 18 respostas diz quem lidera, quem cresce ou quem tem chance; para isso existem os institutos de pesquisa, e a série não é um deles. Contamos matérias, não eleitores.

Também não julgamos se a matéria acertou. Uma reportagem que aponta um problema real na campanha de alguém entra como cobertura negativa; um elogio sem lastro entra como positiva. O tom é uma medida do texto publicado, sempre expressa como percentual de um conjunto de matérias, e não diz nada sobre o mérito do que o texto narra nem sobre a pessoa de quem ele fala.

A lista das treze também segue o dado oficial do TSE, não um juízo nosso. Uma delas, a candidatura de Pablo Marçal (PRTB), teve o registro indeferido, decisão de que ainda cabe recurso; enquanto o recurso for possível, o TSE a mantém como "concorrendo", e a cobertura sobre ela é cobertura de campanha, medida como a de qualquer outra.

E há o que fica de fora por decisão nossa. Sites de partido, de sindicato e de movimento, e os canais oficiais, continuam sendo coletados, porque são a fonte primária do que cada lado diz de si mesmo. Mas não são imprensa, e não entram na conta de cobertura: são 526 matérias no período, contadas à parte.

Como cada resposta nasce

Cada peça é apurada na véspera, do zero, contra o banco: as consultas rodam de novo, os números saem com data e janela, e nada do que anotamos semanas atrás entra sem reconferência. Nenhum número chega ao texto sem estar nesse pacote de apuração, e isso é conferido antes da publicação, por uma máquina que não aceita argumento. Quando a apuração contradiz a pergunta, é a pergunta que muda, e a mudança fica dita no texto.

Por isso os títulos abaixo são provisórios até a resposta sair; as já publicadas aparecem com o título final e o link. O título de cada peça se decide quando se sabe o que a apuração encontrou, e não antes. O método, o glossário dos termos da casa e os limites de cada medida estão em Como a série é feita.

A programação

Amanhã

A primeira pergunta é a mais ampla, e por isso vem antes das outras: o que a imprensa publicou sobre esta eleição desde março, em quantidade, sobre quem e em que tom.

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Como este texto foi feito

Esta peça abre 18 respostas sobre a imprensa, uma série diária do painel Eleições 2026. Os números vêm do banco do painel e são refeitos na véspera de cada peça; o texto é escrito por Claude Fable 5.1 (Anthropic) em sessão, com apuração, critérios e revisão humanos, e publicado por Leonardo Fontes de Sales. Como cada peça nasce, o que os números medem e não medem e o glossário dos termos da casa estão em Como a série é feita. Licença CC BY 4.0.